Um vídeo recente mostra como a chegada do Papa Francisco aos Estados Unidos está sendo encarada pela ala “conservadora” da maior potência econômica mundial. E tudo se deu da forma esperada, com muitas críticas e até desrespeito à maior autoridade encarnada dos católicos, o Vigário de Cristo. Até falaram em exorcizar o Papa Francisco… [facepalm]

Como pode uma parcela dita conservadora ir tão ferrenhamente contra a maior figura de uma das mais tradicionais (se não a mais) instituições do mundo contemporâneo? E então chegamos ao título dessa publicação. Vivemos um período em que escolhemos crença/igreja/religião/deus como se estivéssemos em um supermercado, nos apegando apenas ao que parece fazer sentido. Grande parte das vezes escutando o que a autoridade presente está dizendo sem um pensamento crítico sobre o que absorve.

Não estou falando somente de religiões/seitas/crenças adjetivadas dessa forma, pelo contrário, mesmo ateus e agnósticos possuem um certo “Deus” ou “religião” em suas vidas. O dinheiro, o poder, a vaidade (não excludentes) têm ocupado esse papel nos corações de muitas pessoas (não necessariamente ateus ou agnósticos, que fique claro).

Cegas ao significado dos atos e palavras contrárias às suas crenças e dogmas acabam se perdendo em meio a intolerância e raiva. No caso do Papa, talvez haja até um sentimento de traição, como se o líder os tivesse desmascarado e, agora, com a invalidação explícita das práticas que visam motivos escusos, atacam quem já não os serve mais.

Qual é o papel do Papa? Será que as elucubrações de cunho espiritual se limitam às questões assim adjetivadas, ou será que o espírito é mais complexo sendo exposto por todos e impactado por todos os âmbitos da vida? Diante de mim, vejo um sistema complexo e indivisível entre corpo, mente, alma e espírito. Um sistema aberto em que as pessoas se relacionam interna e externamente, compartilham energias, experiências, e que, por fim, transforma a tudo e a todos, independentemente de status, de dinheiro, de poder, de escolaridade, de idade.

Afinal, qual é o papel do Papa? Bom, creio que seja nos guiar (e ponto).

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