Me inspirei a escrever sobre esse tema depois de ver 2 vídeos do TED:

Um deles é gringo e mostra o trabalho de um professor de quarta série da escola Richmond Community High School, no estado da Virgínia, Estados Unidos.

O outro é nacional e mostra a palestra do professor Marsal Branco um professor da Universidade Feevale, no Rio Grande do Sul.

Os dois tem pegadas diferentes, mas mostram o potencial gigantesco da utilização de jogos e seus conceitos na educação. O mundo inteiro mudou, mas a educação das escolas não consegue acompanhar o ritmo. O professor expondo ideias na sala é um modelo ultrapassado, jurássico, que não atende às necessidades do mundo contemporâneo. Um mundo transdisciplinar, colaborativo, inovador. Temos que desenvolver maneiras de tornar o ensino mais humano, mais interessante, menos quadrado.

Lembro da minha infância em Curitiba onde eu aprendi matemática com jogo em inglês na sala de informática. Os coleguinhas sempre disputavam quem terminava as fases mais rapidamente, “há, sou mais inteligente que você!”. Pode-se dizer que era um ensaio das lan houses, lá nos anos 90. Era engraçado como todo mundo ficava animado com essas aulas (ou era só minha impressão). Era uma forma de sair do convencional, do chato, do saturado. Chega de professora no quadro negro, chega de ficar nas suas convencionais carteiras, chega de ficar em silêncio absoluto. Agora é hora de sair e se divertir (mesmo que isso acarrete no perverso e temido efeito colateral do aprendizado).

O meu exemplo de infância foi um jogo virtual, mas como vimos no segundo vídeo, isso não precisa acontecer. Jogos não precisam de controle e tela. Jogos precisam de objetivos e recompensas. E se você parar pra pensar, a vida é um grande jogo.

Aprender não é chato, a aula é chata. E isso tem que mudar. Quantas pessoas não reclamam todos os dias sobre suas aulas, seus professores, seus trabalhos que têm que levar pra casa. É preciso captar a atenção das pessoas, atrai-las para o seu objetivo, visando um ganho em um curto prazo. Poucas pessoas conseguem se motivar com ganhos a longo prazo, ainda mais quando se é novo. A vida é muito rápida e parece que o longo prazo não existe. Eu quero ser O CARA agora, não daqui a 10, 20, 30 anos. Então mostre pro estudante o que ele vai ganhar agora se ele for bem nas matérias. Ele vai poder pegar freelas? Vai poder viajar pra mais lugares? Qual o benefício para o agora e o daqui a pouco? É sobre isso que eles querem saber realmente. É isso que os move.

O futuro vai chegar, mas não adianta ficar falando de futuro pra quem não tem nem passado direito.

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